Superação, Desafios e pouco reconhecimento!




Oi, gente! Hoje vamos contar um pouco da história da dona de seis bolas de ouro: Marta Vieira da Silva. Isso mesmo, a maior jogadora da história do esporte, com seis bolas de ouro. Hoje ela é referência, mas já passou por “altos e baixos” para chegar no atual patamar. Desde 2017 a jogadora vive nos Estados Unidos defendendo o clube Orlando Pride.

Nascida em Dois Riachos, no interior do estado de Alagoas, ela é inspiração para as mulheres do mundo todo. Veio de uma infância muito pobre, saindo de casa aos 14 anos de idade. Cresceu sem o pai, que abandonou a mulher e seus 4 filhos quando Marta tinha apenas 1 ano de idade. Desde então foi criada pela mãe e pela avó, que foram grandes inspirações em sua vida. Em um passado um pouco distante, 2012, a atleta cedeu uma entrevista ao programa Caldeirão do Huck e contou que na sua adolescência faltava dinheiro até para coisas mais básicas. “Foi uma infância muito sofrida. Não tinha nem dinheiro para comprar o que a gente necessitava, quanto mais uma câmera. Não tem registro (da infância). É uma coisa que sinto saudade, queria ter como mostrar. Acho que a foto que tenho que era menor tinha 9 anos", falou Marta. E ao contar sobre sua residência, disse: "Não era nem uma casa, era um salão dividido em cômodos, separado com tecido. Me vejo naquela situação muitas vezes." Adicionalmente, contou, em outra entrevista e para outra emissora, que chegou a passar fome enquanto ainda morava em Alagoas e ainda assim, não perdeu a resiliência e seguiu a vida fazendo aquilo que mais gostava: Jogar futebol. “Todos, incluindo meus irmãos, falavam mal de mim. Foi muito difícil. Eu só queria jogar com eles. Os comentários das pessoas me deixavam realmente triste, mas nunca até o ponto de não querer mais jogar futebol”, conta.

Em uma entrevista a Agencia EFE, Marta contou que, entre as peladas que jogava em seu bairro na infância, o preconceito já era evidente. “Eu percebia que jogava melhor que os meninos e isso, de certa maneira, gerava ódio, discórdia. Os meninos não aceitavam, me humilhavam, diziam que eu tinha que parar de jogar”, disse.

A história profissional da campeã de 32 anos começou cedo, no ano 2000, quando deu início à carreira pelo time Vasco da Gama, do Rio de Janeiro. Depois de passar por algumas transações internas do clube, a jogadora foi contratada pela Umeå IK, da Suécia, no ano de 2004. Foi jogando pelo time sueco que Marta conquistou a Liga dos Campeões de Futebol Feminino da UEFA.

Com o passar dos anos e depois de conquistar sua fama internacionalmente, Marta retornou ao Brasil, emprestada para o time do Santos. Lá, a jogadora disputou e venceu a Copa Libertadores Feminina e a Copa do Brasil. E em qual momento a Marta iniciou sua história pela Seleção Brasileira? Em 2003! Isso mesmo, com apenas 3 anos de carreira a jogadora disputou os Jogos Pan-Americanos e subiu ao pódio para receber a medalha de ouro, tão esperada, tão sonhada! E de lá pra cá foi só orgulho pra família e para nós, Brasileiros:

- Em 2004, foi prata nos Jogos Olímpicos;

- Em 2007, na Copa do Mundo de Futebol Feminino, Marta foi a vencedora da Bola de Ouro e levou o Brasil à segunda colocação no campeonato;

E...vamos pular alguns anos? Em 2018, Marta levou sua 6ª bola de ouro como melhor jogadora de futebol feminino do mundo, ultrapassando jogadores como Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. Neste mesmo ano também foi nomeada Embaixadora da ONU Mulheres, tendo como objetivo apoiar o trabalho pela igualdade de gênero e empoderamento das mulheres pelo mundo.

"Estou totalmente comprometida em trabalhar com a ONU Mulheres para garantir que mulheres e meninas em todo o mundo tenham as mesmas oportunidades que homens e meninos têm para realizar seu potencial. Eu sei, a partir da minha experiência de vida, que o esporte é uma ferramenta fantástica para o empoderamento", disse a atleta durante a posse.

Muito se fala sobre a desvalorização do sexo feminino no esporte ao redor do mundo. Apesar de ter mais títulos que os homens do futebol, Marta recebe um salário muito abaixo da média e não é reconhecida como melhor do mundo por muitos fanáticos da modalidade.

Com poucos jogos televisados, baixo patrocínio e falta de apoio, o futebol feminino não está nos holofotes da mídia, mas isso nunca foi motivo para desmotivar Marta Silva. “Eu realmente consegui fazer o que eu sempre quis fazer e eles sentem orgulho de mim. Não ganho o que ganha um homem, mas a parte financeira melhorou um pouco”, confessou.

Por hoje é isso: Superação, Desafios e pouco reconhecimento!

Obrigada a todos pela leitura e um agradecimento especial à Doutora Sharine Pereira Cabral, que está cuidando com muito carinho e profissionalismo dos meus joelhos para que eu possa me recuperar o quanto antes e voltar aos gramados! =)
Superação, Desafios e pouco reconhecimento! Superação, Desafios e pouco reconhecimento! Reviewed by Danizoca on terça-feira, agosto 13, 2019 Rating: 5

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